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Transparência e Organizações Internacionais

Transparência e Organizações Internacionais. 


A transparência dos organismos financeiros, sobre tudo ao declarar seus objetivos, também contribui a eficácia da política, já que permite aos participantes em mercado financeiro avaliar melhor o contexto das políticas financeiras, como o qual se reduz a incerteza no processo decisório. Ademais, ao permitir que os participantes em mercado e ao público em geral compreendam e avaliem as políticas financeiras, provavelmente a transparência propicie a adoção de boas práticas políticas, o que pode ajudar a fomentar a estabilidade financeira e sistêmica” [1].  
   Para Paulo Roberto de Almeida, as inferências da política nas estratégias externas se mantêm inevitavelmente nas estruturas da representação diplomáticas. Para o autor: 

Se a economia é inegavelmente o mais importante fator na vida de uma nação, os eventos, a escolha das políticas adotadas em casos concretos, as motivações e orientações gerais das relações internacionais do Brasil, bem como os traços peculiares de sua política externa “efetiva” não foram, majoritariamente ou predominantemente, determinados ou moldados pela base material ou pelas relações econômicas do país. As grandes questões da política externa brasileira, inclusive e principalmente as de política econômica externa, sempre foram políticas e, como tal, receberam um tratamento essencialmente político. (ALMEIDA, 2001, p. 39).




Os anos 50 e anos 60 podem contribuir na observação de um momento muito oportuno para a economia do Brasil que imprimiu em política externa: pragmatismos e independências nas relações internacionais num arcabouço teórico-analista, que marcou o período uniformemente na literatura.




Nesse período é possível observar que algumas contribuições que foram realizadas por determinadas equipes diplomáticas a fim de assegurar mais status ao Brasil no FMI em elementos como as disparidades de quotas como um problema permanentemente difícil     “A Crise de Confiança” obra de Arthur Schlesinger Jr.[2]– 
         
            O processo de fixação de quotas finalmente estabelecido baseia-se essencialmente no potencial econômico dos países interessados, determinado por uma fórmula empírica cujos elementos incluem percentagens sobre a renda nacional, sobre máximos de variações de exportação naquele período, etc... Entretanto, certos aspectos políticos bem como o potencial demográfico dos candidatos tem sido também tomados em consideração, o que permitiu fosse fixada para o Brasil quotas bastante elevadas[3].
         



[2]SCHLESINGER, Arthur M. A Crise de Confiança: idéias, poder e violência nos Estados Unidos. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1970.
[3]Idem.Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda Pedro Luiz Corrêa e Castro. Secretaria de Estado das Relações Exteriores. 28 de novembro de 1947. Documento Confidencial Urgente. N° DE/COI/DPO/1081/651.6 (04) 651.5 (04)

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