Os acordos internacionais entre a Argentina e o FMI.
Em sua visita aos EUA, o Ministro Roque Fernandez manteve contatos em Washington com autoridades do Tesouro e do FMI. Afirmou que até o final de setembro próximo estará praticamente definido o acordo extended fund facilities (EFE0 com o FMI para o período 1998-2000, assentado sobre três reformas básicas: A) Reforma trabalhista. B) Criação de um foro financeiro federal., e C) Reforma da Justiça. Minimizou preocupações com a situação econômica brasileira, mas disseram que a Argentina está preparada para enfrentar qualquer dificuldade, prevendo, neste caso, queda do PIB entre 1 e 2 pontos percentuais, cuja importância relativizou.
O Ministro Roque Fernandez, em sua visita a Washington, confirmou que o acordo extended fundo facilities (EFE) para o período 1998-2000, em negociação com o FMI, deverá estar praticamente definido até a próxima Assembléia Anual Conjunta do FMI-Banco Mundial, no final de setembro vindouro. O acordo pressupunha, segundo o Ministro, a implementação de três reformas básicas: A) Reforma trabalhista: A base seria o projeto enviado pelo executivo ao Congresso, o qual atenderia a cerca de 75 por cento das aspirações do governo. O restante compreende as negociações coletivas em nível de empresas e uma completa desregulamentação do setor de saúde, a fim de que as obras sociais sindicais enfrentem concorrência não só de suas congêneres mas também de empresas privadas na área de saúde., As outras duas reformas são no âmbito da Justiça e compreendem: Criação de um foro financeiro federal., E
C) Reforma da Justiça: Estabelecimento do Conselho de Magistratura, sobre o qual já existem dois projetos de lei, um do Senado e um da Câmara dos Deputados. Ainda em relação ao FMI, repercutiu nesta capital a notícia segundo a qual a Argentina estaria negociando e poderia ser o primeiro país a receber do FMI um empréstimo para a otimização de seu sistema político institucional, ou, como se denomina, evidências de bom governo (good governance). Referem-se aos gastos aplicados em saúde, educação, reforma tributária, do judiciário, reforço do direito de propriedade e transparência nos atos administrativos, nos três poderes. A concordância do fundo em negociar com a Argentina tal tipo de empréstimo será certamente decorrência do sucesso argentino quanto ao controle da inflação e em obter o mais alto crescimento do PIB na América Latina no corrente ano, estimado em até 8 por cento. A Argentina, ademais, cumpriu todas as metas quantitativas acordadas com o FMI correspondentes ao primeiro semestre de 1997. Segundo transpirou, nos encontros com Alan Greenspan, Robert Rubin e Lawrence Summers, Roque Fernandez procurou desdramatizar eventuais preocupações do governo argentino com hipotéticas dificuldades da economia brasileira. A visita de Fernandez aos EUA permitiu concluir que a Argentina não deverá enfrentar pelos próximos dois a três anos dificuldades para obter créditos no exterior. O Ministro ouviu, contudo, a advertência do Secretário do Tesouro e de Summers no Sentido de que o país deve estar preparado para eventual mudança do atual cenário de hiperliquidez internacional. Dentre as metas a cumprir pela Argentina, Duas ficaram absolutamente claras: A redução gradual da magnitude do déficit fiscal e a diminuição da relação entre dívida e PIB, no presente, próxima a 33 por cento. O Ministro Fernandez descartou a possibilidade de a Argentina efetuar no momento uma operação de recompra da dívida externa como a realizada pelo Brasil e pelo México. Conforme adiantou o Secretário da Fazenda, Pablo Guidotti, a única razão pela qual a Argentina faria tal operação seria obter menores taxas de juros. Disse que a Argentina não necessita recomprar dívida para emitir bonos de longo prazo porque o país já emitiu bonos a vinte anos (em dólares e em marcos) e a trinta anos (em marcos). Os vencimentos da dívida externa, que esta ano absorverão entre amortizações e juros cerca de US$ 17,5 bilhões (valor que em 1998 ascenderá a US$ 18 bilhões e em 199 subirá ainda mais, atingindo a elevada cifra de US$ 20 bilhões), constituem um importante desafio para a equipe econômica, que ate agora tem se beneficiado das condições favoráveis do mercado financeiro internacional, valendo notar que a entrada de capitais na Argentina está próxima do nível recorde, desde a conversibilidade.
O Ministro Roque Fernandez, em sua visita a Washington, confirmou que o acordo extended fundo facilities (EFE) para o período 1998-2000, em negociação com o FMI, deverá estar praticamente definido até a próxima Assembléia Anual Conjunta do FMI-Banco Mundial, no final de setembro vindouro. O acordo pressupunha, segundo o Ministro, a implementação de três reformas básicas: A) Reforma trabalhista: A base seria o projeto enviado pelo executivo ao Congresso, o qual atenderia a cerca de 75 por cento das aspirações do governo. O restante compreende as negociações coletivas em nível de empresas e uma completa desregulamentação do setor de saúde, a fim de que as obras sociais sindicais enfrentem concorrência não só de suas congêneres mas também de empresas privadas na área de saúde., As outras duas reformas são no âmbito da Justiça e compreendem: Criação de um foro financeiro federal., E
C) Reforma da Justiça: Estabelecimento do Conselho de Magistratura, sobre o qual já existem dois projetos de lei, um do Senado e um da Câmara dos Deputados. Ainda em relação ao FMI, repercutiu nesta capital a notícia segundo a qual a Argentina estaria negociando e poderia ser o primeiro país a receber do FMI um empréstimo para a otimização de seu sistema político institucional, ou, como se denomina, evidências de bom governo (good governance). Referem-se aos gastos aplicados em saúde, educação, reforma tributária, do judiciário, reforço do direito de propriedade e transparência nos atos administrativos, nos três poderes. A concordância do fundo em negociar com a Argentina tal tipo de empréstimo será certamente decorrência do sucesso argentino quanto ao controle da inflação e em obter o mais alto crescimento do PIB na América Latina no corrente ano, estimado em até 8 por cento. A Argentina, ademais, cumpriu todas as metas quantitativas acordadas com o FMI correspondentes ao primeiro semestre de 1997. Segundo transpirou, nos encontros com Alan Greenspan, Robert Rubin e Lawrence Summers, Roque Fernandez procurou desdramatizar eventuais preocupações do governo argentino com hipotéticas dificuldades da economia brasileira. A visita de Fernandez aos EUA permitiu concluir que a Argentina não deverá enfrentar pelos próximos dois a três anos dificuldades para obter créditos no exterior. O Ministro ouviu, contudo, a advertência do Secretário do Tesouro e de Summers no Sentido de que o país deve estar preparado para eventual mudança do atual cenário de hiperliquidez internacional. Dentre as metas a cumprir pela Argentina, Duas ficaram absolutamente claras: A redução gradual da magnitude do déficit fiscal e a diminuição da relação entre dívida e PIB, no presente, próxima a 33 por cento. O Ministro Fernandez descartou a possibilidade de a Argentina efetuar no momento uma operação de recompra da dívida externa como a realizada pelo Brasil e pelo México. Conforme adiantou o Secretário da Fazenda, Pablo Guidotti, a única razão pela qual a Argentina faria tal operação seria obter menores taxas de juros. Disse que a Argentina não necessita recomprar dívida para emitir bonos de longo prazo porque o país já emitiu bonos a vinte anos (em dólares e em marcos) e a trinta anos (em marcos). Os vencimentos da dívida externa, que esta ano absorverão entre amortizações e juros cerca de US$ 17,5 bilhões (valor que em 1998 ascenderá a US$ 18 bilhões e em 199 subirá ainda mais, atingindo a elevada cifra de US$ 20 bilhões), constituem um importante desafio para a equipe econômica, que ate agora tem se beneficiado das condições favoráveis do mercado financeiro internacional, valendo notar que a entrada de capitais na Argentina está próxima do nível recorde, desde a conversibilidade.
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