A formação do bloco BRIC
A formação do bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), cada vez mais, se consolida, como uma unidade e/ou uma forte organização nas Relações Internacionais, por conta das políticas convergentes, encontradas nos partidos políticos dos governos vigentes, que expressam matizes ideológicas bem próximas e formam, coesamente, uma aliança intergovernamental. O Brasil, por exemplo, desenvolveu uma parceria quase irrestrita com a China e temos na política do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, expressões de muita simpatia e convergência com o Partido Comunista Chinês. A política econômica do Brasil convergiu às necessidades, bem como, conceder muitas vantagens comerciais, principalmente nas importações de produtos, como têxtil e calçado, enfraquecendo os pequenos e médios empresários nacionais, e concedendo espaço comercial para a sua exportação de minério de ferro. Lideranças do Partido dos Trabalhadores, em sua histórica jornada, de um via social, absolutamente organizada a partir de expressões cientificas para a ação e para governo: ajudam a melhor visualizar ‘preferências’ na formação da agenda internacional atual, que se mostra, cada vez mais, pró-social.
Os Estados Unidos têm demonstrando interesse permanente em avalizar, os rumos do G20. Ou ainda, a política econômica do Presidente Obama, demonstra com sua injeção de dólares, o planejamento das atividades de sua Nação. Pouco distante do Paleo-Liberalismo, que sempre apontou a Mão Invisível do Mercado como panacéia econômica, mas que de toda forma, ajudou em muito no pensamento norte-americano para comércio e principalmente na formação de praças financeiras.
A Índia surpreende a todos como o país escolhido, pelos EUA, para ocupar uma vaga permanente na cadeira de segurança da ONU. Dos BRICs, a Índia é o país que menos demonstra ambições de partições e repartições do poder da Política Internacional e segue cooperando, financeiramente, para a diminuição dos efeitos perniciosos do dólar nas relações internacionais financeiras.
Rússia, por sua vez, tem organizado a saúde econômica dos países do Leste Europeu, em ‘intercessões’, bem como na ajuda financeira do FMI à Grécia; tem tido papel incisivo na Reforma do FMI e na Coordenação do novo encontro do G20 em Seul, Coréia.
Certamente, o que se assistirá na Reunião do G20 será uma reorganização da economia internacional que se pautará pela diminuição do ritmo de crescimento e produção de riquezas, com reorientações nas relações financeiras com o fito de dar novo valor às moedas, mas e, sobretudo: uma nova formação de poder nas Relações Internacionais.
É preciso destacar uma incongruência, muito persistente: o Japão! Será que permanecerá excluído dos principais Players e Noticiários Internacionais?
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